O governo anunciou nesta segunda-feira (18) que pretende realizar, em
abril de 2014, uma reunião global para discutir questões envolvendo a
internet, entre elas o direito à privacidade e a liberdade de expressão
na rede, surgidas após as revelações de espionagem feita pelo governo
dos EUA e países aliados.
De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo
brasileiro quer que o encontro ocorra entre os dias 23 e 24 de abril, em
São Paulo, e envolva representantes de governos, de empresas e da
sociedade civil. Segundo Bernardo, o governo norte-americano já foi
convidado a participar.
A reunião vai servir para um “debate amplo” sobre o futuro da
governança da internet no mundo. Ao final, o governo brasileiro espera
uma lista com princípios globais, ou seja, direitos garantidos às
pessoas dentro da rede. Além disso, deve ser debatida a criação de uma
“nova arquitetura” mundial para tratar de temas como liberdade de
expressão e privacidade.
“A ideia é um debate amplo envolvendo a construção internacional de uma
governança global [da internet] que possa, acima de tudo, garantir a
liberdade, garantir os direitos [dos usuários]”, disse o ministro das
Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.
Histórico
A mudança na estrutura da governança da internet se tornou uma das
principais bandeiras internacionais do governo brasileiro depois das
revelações de que os EUA e países aliados usam a rede para fazer
espionagem contra o Brasil.
Documentos vazados por Edward Snowden, analista de inteligência que
trabalhou na NSA, a agência de segurança nacional dos EUA, apontam que
foram alvo do monitoramento, entre outros, a presidente Dilma Rousseff e
a Petrobras.
As revelações levaram Dilma a cancelar uma viagem que faria aos Estados
Unidos, em outubro. A presidente também denunciou a espionagem na
Organização das Nações Unidas (ONU) e apresentou, junto com a Alemanha,
outro país alvo de monitoramento, um projeto de resolução sobre o
direito das pessoas à privacidade e ao respeito aos seus dados na
internet.
O fim do facebook?
O Facebook fez uma confissão surpreendente em seu anúncio de resultados este mês: ela estava vendo uma "diminuição de usuários diários, especialmente entre os adolescentes". Em outras palavras, os adolescentes ainda estão no Facebook, eles simplesmente não usam tanto como costumavam. Foi uma declaração marcante, uma vez que os adolescentes são o grupo demográfico que muitas vezes apontam o resto de nós para a próxima grande coisa.
O êxodo gradual dos jovens para aplicativos de mensagens como o WhatsApp e o Snapchat se dá pelo Facebook ter se tornado vítima de seu próprio sucesso. O caminho para a obtenção de cerca de 1,2 bilhões de usuários ativos mensais também incluiu as mães, pais, tias e tios que se juntaram a outros problemas como spam nos murais com citações inspiradoras e imagens de animais fofos, e mães comentando fotos de seus filhos. Nenhuma surpresa, então, que o Facebook não é mais um lugar para atualizações de status desinibidas sobre palhaçadas entre os amigos, mas uma ferramenta de comunicação obrigatória que as pessoas mais jovens precisam manter, porque todo mundo faz.







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