O fim do facebook?

O Facebook fez uma confissão surpreendente em seu anúncio de resultados este mês: ela estava vendo uma "diminuição de usuários diários, especialmente entre os adolescentes". Em outras palavras, os adolescentes ainda estão no Facebook, eles simplesmente não usam tanto como costumavam. Foi uma declaração marcante, uma vez que os adolescentes são o grupo demográfico que muitas vezes apontam o resto de nós para a próxima grande coisa.



O êxodo gradual dos jovens para aplicativos de mensagens como o WhatsApp e o Snapchat se dá pelo Facebook ter se tornado vítima de seu próprio sucesso. O caminho para a obtenção de cerca de 1,2 bilhões de usuários ativos mensais também incluiu as mães, pais, tias e tios que se juntaram a outros problemas como spam nos murais com citações inspiradoras e imagens de animais fofos, e mães comentando fotos de seus filhos. Nenhuma surpresa, então, que o Facebook não é mais um lugar para atualizações de status desinibidas sobre palhaçadas entre os amigos, mas uma ferramenta de comunicação obrigatória que as pessoas mais jovens precisam manter, porque todo mundo faz.

WhatsApp, aplicativo de mensagens mais popular no Reino Unido e em metade dos iPhones do país, de acordo com a Revista Mobile Marketing, tem mais de 350 milhões de usuários ativos mensais globalmente. Isso torna o maior aplicativo de mensagens no mundo pelos usuários, com os usuários mais ativos do que a queridinha mídia social Twitter, que conta com 218 milhões. Cerca de 90% da população do Brasil utiliza mensagens de apps, três quartos dos russos, e metade dos britânicos, de acordo com Tyntec consultoria móvel. WhatsApp sozinho é em mais de 95% de todos os smartphones de Espanha.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Governo quer fazer reunião mundial para debater privacidade na web

O governo anunciou nesta segunda-feira (18) que pretende realizar, em abril de 2014, uma reunião global para discutir questões envolvendo a internet, entre elas o direito à privacidade e a liberdade de expressão na rede, surgidas após as revelações de espionagem feita pelo governo dos EUA e países aliados.
De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o governo brasileiro quer que o encontro ocorra entre os dias 23 e 24 de abril, em São Paulo, e envolva representantes de governos, de empresas e da sociedade civil. Segundo Bernardo, o governo norte-americano já foi convidado a participar.
A reunião vai servir para um “debate amplo” sobre o futuro da governança da internet no mundo. Ao final, o governo brasileiro espera uma lista com princípios globais, ou seja, direitos garantidos às pessoas dentro da rede. Além disso, deve ser debatida a criação de uma “nova arquitetura” mundial para tratar de temas como liberdade de expressão e privacidade.
“A ideia é um debate amplo envolvendo a construção internacional de uma governança global [da internet] que possa, acima de tudo, garantir a liberdade, garantir os direitos [dos usuários]”, disse o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.
Histórico
A mudança na estrutura da governança da internet se tornou uma das principais bandeiras internacionais do governo brasileiro depois das revelações de que os EUA e países aliados usam a rede para fazer espionagem contra o Brasil.
Documentos vazados por Edward Snowden, analista de inteligência que trabalhou na NSA, a agência de segurança nacional dos EUA, apontam que foram alvo do monitoramento, entre outros, a presidente Dilma Rousseff e a Petrobras.
As revelações levaram Dilma a cancelar uma viagem que faria aos Estados Unidos, em outubro. A presidente também denunciou a espionagem na Organização das Nações Unidas (ONU) e apresentou, junto com a Alemanha, outro país alvo de monitoramento, um projeto de resolução sobre o direito das pessoas à privacidade e ao respeito aos seus dados na internet.

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